<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4882897621342237581</id><updated>2011-04-21T20:36:51.723-07:00</updated><title type='text'>Terra Trêmula</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://terratremula.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4882897621342237581/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terratremula.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Nihil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03939378255896273504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_rUV7Jmn6SZo/SAj1tin6SRI/AAAAAAAAAAM/e6HlXEkb88Y/S220/_MG_2805.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>3</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4882897621342237581.post-9014538751920918169</id><published>2008-06-21T07:52:00.000-07:00</published><updated>2008-06-21T12:30:11.115-07:00</updated><title type='text'>Géminis</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_rUV7Jmn6SZo/SF1Vh2WG9aI/AAAAAAAAABg/k0045TBn3BE/s1600-h/albertina_carri.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_rUV7Jmn6SZo/SF1Vh2WG9aI/AAAAAAAAABg/k0045TBn3BE/s320/albertina_carri.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214417983577191842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;    Há um bom tempo o cinema argentino vem nos apresentando agradáveis surpresas.  Sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;trajetória&lt;/span&gt; histórica se parece um pouco com a do cinema brasileiro. Durante a década de 90 iniciaria sua retomada e adentraria o novo século  no esquema de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;co&lt;/span&gt;-produções que garantiria sua participação nos principais festivais europeus.  Claro que, assim como o oriental, o cinema latino-americano se torna alvo fácil daqueles que comprometem-se com os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;clichês&lt;/span&gt; e a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;exoticidade&lt;/span&gt; que garantem o selo de qualidade "estrangeiro", tão estimulante aos críticos europeus. Mas essa é uma outra conversa.&lt;br /&gt;    Trago aqui um parecer sobre um dos filmes argentinos mais interessantes que assisti durante os últimos anos: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Géminis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, terceiro longa-metragem de Albertina &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Carri&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(No &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Quiero&lt;/span&gt; Volver a Casa, Excursiones, Aurora, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Barbi&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;También&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Puede&lt;/span&gt; Estar Triste e Los &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Rubios&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;.  &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Géminis&lt;/span&gt; parte de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;idéia&lt;/span&gt; complexo e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;indigesta&lt;/span&gt; - o incesto -, que ousa a princípio,  imprimir no espectador um certo afastamento desse desvio, tornando-o pouco repudiável para, em seguida, despejar-nos toda a culpa que sentimos por sermos cúmplices dessa "anomalia". A medida que a enredo se desenrola, vislumbramos um núcleo familiar de classe alta com todas as suas aparências, recalques, superficialidades e ilusões de pacificidade. Lúcia, a mãe, é uma mulher controladora e chefe da família, convicta de que nada lhe foge dos olhos. A relação entre seus filhos, os irmão Jeremias e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;Meme, &lt;/span&gt;são intensas e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;carnais&lt;/span&gt; às escondidas, mas, quando voltam a ocupar seus espaços dentro da família, o fazem de forma natural e correta. A partir da segunda metade do filme, as câmeras se aproximam, a trilha sonora se intensifica, tornando o espectador cada vez mais cúmplice desse desvio (social, moral) e incomodados com a tragédia que se aproxima, numa das cenas mais atônitas que eu já presenciei. Destaque para Cristina Banegas (Lúcia) pela sua estupenda expressão diante do inimaginável.&lt;br /&gt;    Géminis tem recebido críticas muito antagônicas pelos entendidos do assunto, contudo, fujo aqui um pouca dessa missão para compartilhar uma interessante reflexão provocada pelo ato de assistir a um filme. Trata-se da capacidade inerente à ficção de nos provocar sensações. O que caracteriza uma ficção é o fato de ela não ser realidade mas sim imagens criativas e misturadas extraídas dessa realidade que passam a ser manipuladas e  nos leva a  múltiplas possibilidade de recombinação (a arte cria ou recria?). E, se essas imagens recombinadas de forma criativa produzem sensações humanas, é porque elas realmente são capazes de estimular uma característica exclusivamente humana que é a imaginação. A imaginação é a imagem mental que permite nos colocar em situações estranhas à realidade, ora se apresentando como um "espaço" confortável, ora como um lugar nauseante. E o cinema tem  o potencial explosivo de quebrar tabus e recalques da sociedade em que se insere justamente por trazer ao seu público o inimaginável ou o obscurecido pelos valores dominantes.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_rUV7Jmn6SZo/SF1ViN47VHI/AAAAAAAAABo/77MeI5sFWJk/s1600-h/gemini_03cor.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_rUV7Jmn6SZo/SF1ViN47VHI/AAAAAAAAABo/77MeI5sFWJk/s320/gemini_03cor.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214417989897245810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Imagem 1: Albertina e seu instrumento de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem 2: Meme (Maria Abadi. Belíssima!) e ao fundo Ezequiel (Damián Ramonda), irmão mais velho de Meme e Jeremias (Lucas Escáriz).&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:78%;"  &gt;                     &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4882897621342237581-9014538751920918169?l=terratremula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terratremula.blogspot.com/feeds/9014538751920918169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4882897621342237581&amp;postID=9014538751920918169' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4882897621342237581/posts/default/9014538751920918169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4882897621342237581/posts/default/9014538751920918169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terratremula.blogspot.com/2008/06/gminis.html' title='Géminis'/><author><name>Nihil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03939378255896273504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_rUV7Jmn6SZo/SAj1tin6SRI/AAAAAAAAAAM/e6HlXEkb88Y/S220/_MG_2805.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_rUV7Jmn6SZo/SF1Vh2WG9aI/AAAAAAAAABg/k0045TBn3BE/s72-c/albertina_carri.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4882897621342237581.post-6719058019206397508</id><published>2008-04-19T12:26:00.000-07:00</published><updated>2008-05-17T21:43:48.126-07:00</updated><title type='text'>Um pouco de cinema iraniano</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_rUV7Jmn6SZo/SC4SiiNSQkI/AAAAAAAAAAw/e5HppDWjfl8/s1600-h/ballon.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_rUV7Jmn6SZo/SC4SiiNSQkI/AAAAAAAAAAw/e5HppDWjfl8/s320/ballon.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201115004166881858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;O cinema iraniano vem se apresentando ao público ocidental há pelo menos duas décadas. Sua  projeção  em  festivais e  retrospectivas tem despertado o interesse dos críticos e também dos entusiastas do cinema-arte que perambulam pelos circuitos alternativos.  Nomes como Abbas Kiarostami, Mohsen Makhmalbaf e Jafar Panahi são os primeiros que nos vem à cabeça e, de fato, são eles os maiores responsáveis pela inclusão dos filmes iranianos no cenário mundial, bem como pelo incentivo de uma produção nacional, a  exemplo dos cursos de cinema oferecidos pela produtora de Mohsen. Ali se tem aulas de direção, produção e edição e alguns resultados positivos podem ser vislumbrados como "A Maçã" e "As Cinco da Tarde" de Samira Makhmalbaf, ambos premiados em festivais internacionais, consagrando a menina de, até então, 18 anos como a mais jovem diretora de cinema .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma questão que se faz é se os filmes iranianos não seriam apresentados ao público ocidental como produto exótico e estimuladores de modismos. A pesquisadora Alessandra Meleiro, doutora em cinema e políticas culturais pela USP,  autora do livro “O Novo Cinema Iraniano: Arte e Intervenção Social” responde ao jornalista Fernando Masini: "Concordo sim. Eu acho que ele veio como um produto exótico, assim como o cinema coreano e os jovens diretores japoneses estão chegando, e que de alguma maneira estão mostrando uma revitalização, uma oxigenação do que se vê na tela. Os festivais internacionais precisam desses modismos, não só os festivais, o sistema comercial como um todo também precisa dessas novas ondas. Mas a questão é se vai haver um esgotamento de tal forma que os festivais vão deixar de ter interesse e os co-financiadores vão passar a querer investir menos. Isso a gente só vai conseguir ver daqui a um tempo. Considerando a força que isso ganhou dentro do próprio país, ou seja, a importância que o cinema acabou adquirindo para a própria sociedade como bandeira política para se fazer discursos, acho que houve um fortalecimento interno. Além disso, uma legião de jovens diretores está sendo formada. Se você tem uma produção de qualidade e você cria produtores que sabem conhecer o mercado internacional inevitavelmente você vai conseguir emplacar o seu produto. Eu acho que é um movimento que se iniciou, que está jovem ainda, que veio por modismo, mas que já foram criadas condições de mercado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, se há espaço no mercado cinematográfico para o cinema iraniano, a nós resta a satisfação de acompanhar a belíssima produção fílmica que provém do país, intimamente ligada a forte religiosidade que permea todos os âmbitos daquela sociedade. Não se pode falar em política, cultura e arte sem considerar o islamismo xiita e os entraves da censura em relação aos costumes e imagens registradas nos meios de comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recomendo: &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Salve o Cinema&lt;/span&gt; (Mohsen Makhmalbaf) - filme metalinguístico que provoca uma reflexão acerca das posturas e gestos humanos diante das câmeras;  &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;A Maçã&lt;/span&gt; (Samira Makhmalbaf) - história de um pai que mantém presas as filhas em um cativeiro dentro de casa e revela uma enorme teia de preconceitos, fanatismo e jogos de poderes; &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Tartarugas Podem Voar&lt;/span&gt; (&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Bahman Ghobadi) -  sobre a miserável situação dos curdos na fronteira entre Iraque e Irã dias antes da invasão norte-americana; &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;O Círculo &lt;/span&gt;(Jafar Panahi) - visão feminina do cotidiano patriarcal do Irã; &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Gosto de Cereja &lt;/span&gt;(Abbas Kiarostami) - o drama de um homem que oferece uma razoável quantidade de dinheiro em troca de um trabalhinho macabro; &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;O Balão Branco &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="texto_italico"&gt;Jafar Panahi) &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;- drama de uma garotinha que perde o dinheiro que sua mãe lhe dera para um peixinho que tanto havia insistido em comprá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_rUV7Jmn6SZo/SC4THyNSQlI/AAAAAAAAAA4/Mx5DmS3jh9I/s1600-h/19_166.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_rUV7Jmn6SZo/SC4THyNSQlI/AAAAAAAAAA4/Mx5DmS3jh9I/s320/19_166.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201115644117008978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Imagem 1: Balão Branco&lt;br /&gt;Imagem 2: Salve o Cinema&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 191, 0);font-family:Arial;" &gt;&lt;small&gt;&lt;strong class="title"&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/small&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4882897621342237581-6719058019206397508?l=terratremula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terratremula.blogspot.com/feeds/6719058019206397508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4882897621342237581&amp;postID=6719058019206397508' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4882897621342237581/posts/default/6719058019206397508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4882897621342237581/posts/default/6719058019206397508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terratremula.blogspot.com/2008/04/o-cinema-iraniano-vem-se-apresentando.html' title='Um pouco de cinema iraniano'/><author><name>Nihil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03939378255896273504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_rUV7Jmn6SZo/SAj1tin6SRI/AAAAAAAAAAM/e6HlXEkb88Y/S220/_MG_2805.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_rUV7Jmn6SZo/SC4SiiNSQkI/AAAAAAAAAAw/e5HppDWjfl8/s72-c/ballon.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4882897621342237581.post-6349841068396667391</id><published>2008-04-18T19:28:00.000-07:00</published><updated>2008-04-19T12:16:40.636-07:00</updated><title type='text'>Werckmeister Harmóniák (As Harmonias de Werckmeister) - 2000</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_rUV7Jmn6SZo/SAlZVSn6STI/AAAAAAAAAAY/OJsVE0syysk/s1600-h/chimage.php.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_rUV7Jmn6SZo/SAlZVSn6STI/AAAAAAAAAAY/OJsVE0syysk/s320/chimage.php.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190778267832568114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;    Belíssimo filme de Béla Tarr indicado pelo meu amigo Alex (valeu pela dica brow). Já entrou diretamente para o meu top 10. Segue abaixo a resenha que ele mesmo escreveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É sempre gratificante, porém muito difícil classificar qualquer trabalho de um dos atuais gênios do cinema, o húngaro Béla Tarr, que com lançamentos recentes consegue retomar à escola clássica de outros já renomados diretores como Bergman, Antonioni e cia.&lt;br /&gt; Podemos encarar qualquer trabalho de Tarr como uma aula à parte de fotografia, sempre com movimentos sutis e inteligentes de câmera, a atmosfera criada é hipnótica, e por mais detalhado e lento que o tempo do filme pareça ser, o espectador torna-se preso na trama, e quando depara já é um cúmplice em sua história. Neste trabalho, Tarr prolonga-se bem menos do que em "Sátántangó", um dos seus antecessores, com mais de 7 horas de duração (que acreditem, não poderia ter sido sintetizado em menos tempo!), porém continua aliando o clima denso e uma narrativa detalhada, uma de suas maiores características.&lt;br /&gt; János é um jovem que vive em um pequeno povoado na Hungria. De acordo com o filme, János aparenta ser -ainda que aparente ter seus vinte e poucos anos- a pessoa mais nova da cidade, que interessa-se por astronomia, e nas horas vagas fala sobre seus assuntos favoritos aos outros moradores da cidade, explicando-lhes e representando coisas como um eclipse solar, por exemplo. Ele ainda atua como entregador de jornais durante a madrugada, e costuma estar sempre acompanhado por seu tio György Eszter, um senhor calmo, pianista ortodoxo, que acredita que as escalas harmônicas do piano que conhecemos hoje (as escalas harmônicas de Werckmeister, que cederam título ao filme) violam as leis musicais de Deus (sim, o "Todo Poderoso"!).&lt;br /&gt; A pacata sociedade de seu povoado recebe naquele intenso inverno a presença de algo que mudaria para sempre a realidade de seu povo, a visita de uma atração estranha, que carregaria junto com ela uma legião de desconhecidos interessados. Uma baleia gigante empalhada, junto com a participação especial de "O Príncipe", uma figura estranha, que todos aqueles desconhecidos tem como um "messias da destruição", que prega a destruição total como nova forma de iniciar as coisas, um início caótico, que em sua concepção seria mais digno do que a situação atual em que aquelas regiões geladas da Hungria estavam submetidas.&lt;br /&gt;Aos poucos, a ordem pública estava gravemente abalada, pensava-se em chamar o exército, além de outras mobilizações para que os "turistas" desconhecidos fossem expulsos, e János via toda a situação como mero espectador, que vivia agindo de acordo com a ambição de seus tios, observando com certa dúvida e fascínio os estranhos acontecimentos na cidade.&lt;br /&gt; Bastou uma apresentação do Príncipe para que toda aquela massa volátil entrasse em combustão, e que ávidas por aqueles comentários hereges acabassem destruindo o hospital da cidade, espancando os enfermos, destruindo e acabando com toda a ordem, e logo que se deparassem com aquela visão que mais representava a morte do que um novo início, recuassem para que tudo voltasse à calmaria inicial. Penso que um parágrafo descrevendo tal cena é uma grande heresia, com essa que é uma das cenas mais geniais que já vi algum diretor ousar a filmar, e ainda com uma naturalidade inexplicável que somente Tarr consegue reproduzir com tanta perfeição em seus filmes.&lt;br /&gt; A trilha sonora também não deixa a desejar, sutil como todo o resto do conjunto da obra, porém tão envolvente quanto a trama. Músicas instrumentais que passam até por Yann Tiersen, que dão às cenas fortes e impactantes uma realidade e naturalidade raramente vistas antes em alguma película.&lt;br /&gt;O final não poderia ser mais original e chocante: János, louco e catatônico no outrora destruído hospital, ouvindo palavras de conforto do seu tio, que foi um dos únicos a resistir sem punição ao ataque dos seguidores do Príncipe. Além de uma das cenas mais introspectivas e profundas que presenciei: o silêncio que se transforma em diálogo, os suspiros que fazem-se monólogos, Eszter contemplando a onipotência da baleia, já em decomposição, abandonada na praça do mercado da cidade. Enfim, um filme para se fazer notar.&lt;br /&gt; Para aqueles que nunca ouviram falar do Tarr, existe um curta do mesmo no YouTube, que apesar de ter apenas 5 minutos, já define bem o seu estilo: introspecção, movimentos sutis de câmera, trilha sonora envolvente, silêncio que diz muito, além da população húngara que o diretor em questão trata. Um povo sofrido, quase sempre rural, desfavorecidos com o pós-guerra e em busca de uma perspectiva que valha realmente a pena para suas vidas.&lt;br /&gt; O curta em questão chama-se "Prologue", e faz parte de uma série chamada "Visions of Europe", onde diferentes diretores de diferentes países da União Européia tentam exprimir em apenas cinco minutos a visão que tem sobre o seu país diante da Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://i15.photobucket.com/albums/a400/fukk2/bscap0042-1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://i15.photobucket.com/albums/a400/fukk2/bscap0042-1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;link para o curta Prólogue: www.youtube.com/watch?v=Z_mz39I88x4&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4882897621342237581-6349841068396667391?l=terratremula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://terratremula.blogspot.com/feeds/6349841068396667391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4882897621342237581&amp;postID=6349841068396667391' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4882897621342237581/posts/default/6349841068396667391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4882897621342237581/posts/default/6349841068396667391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://terratremula.blogspot.com/2008/04/belssimo-filme-de-bla-tarr-indicado.html' title='Werckmeister Harmóniák (As Harmonias de Werckmeister) - 2000'/><author><name>Nihil</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03939378255896273504</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_rUV7Jmn6SZo/SAj1tin6SRI/AAAAAAAAAAM/e6HlXEkb88Y/S220/_MG_2805.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_rUV7Jmn6SZo/SAlZVSn6STI/AAAAAAAAAAY/OJsVE0syysk/s72-c/chimage.php.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
